Biblioteca escolar do COLÉGIO DIOCESANO DE NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Actividade do mês

                                             Encontro com
                                                       António Mota


15 de Dezembro de 2009



“António Mota tem dado o seu talento ao universo infanto-juvenil.”

Diário de Notícias




António Mota nasceu em Vilarelho, Ovil, concelho de Baião, distrito do Porto, em 1957. É professor do Ensino Básico desde 1975.




Em 1979 publicou o seu primeiro livro: «A Aldeia das Flores». Em 1983, com a obra «O Rapaz de Louredo», ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores.




Em 1990, com o romance «Pedro Alecrim», recebe o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças. Em 1996, com a obra «A Casa das Bengalas», ganha o Prémio António Botto.




Desde 1980 tem sido convidado a visitar escolas preparatórias, secundárias e bibliotecas públicas em diversas localidades do País. Tem colaborado em vários jornais e foi interveniente em acções realizadas por várias Escolas Superiores de Educação de Portugal.








A partir do dia 9 de Novembro encontram-se em exposição e à venda, na Biblioteca Escolar, várias obras do autor.




No dia 15 de Dezembro António Mota desloca-se à nossa escola para nos falar dos seus livros e fomentar o gosto pela leitura.












Nota: Todos os livros do autor beneficiam de um desconto relativamente ao preço de mercado.








Organização:




Biblioteca Escolar




Grupo Disciplinar de Português




António Mota




Retrato




Francisca Cunha Rêgo,


Jornal de Letras




Começou cedo. Aos 7 anos já trabalhava “à beira do pai” a fazer milhares de tamancos e chancas. Ao lado, a rádio tocava e António Mota enternece-se ao lembrar-se de si menino a ouvir música clássica. Mozart, Chopin, Beethoven, ouvia de tudo um pouco nos programas como o de Freitas Branco na antiga Emissora Nacional, posto onde o pai tinha o rádio sempre ligado.




Nessa altura também estava encarregue de guardar a cabra da família – Badeja – mas, “era um péssimo pastor”, o animal fugia-lhe e os pais acabaram por retirar-lhe essa tarefa. Em Vilarelho, no concelho de Baião, aldeia onde nasceu e onde passou a infância, a sua alegria chegava com a carrinha da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian.


Recorda o verdadeiro prazer que sentiu da primeira vez que entrou naquele espaço. O cheiro dos livros – “não existe outro igual”– impregnou-se-lhe na pele e nunca mais saiu. Começou com o Nodi, o menino do guizo, depois foi subindo as prateleiras, leu Os Cinco, que detestou: «Aquela gente estava sempre a fazer merendas, e a comer sanduíches. Eu não sabia o que eram sanduíches e isso irritava-me imenso!” Leu dois livros dos Cinco e deixou-os.




Foi crescendo, estudando, trabalhando, lendo os livros da Biblioteca Itinerante até chegar à última prateleira e à fita azul ou amarela – não se recorda bem – que marcava os livros dos crescidos. Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway estava lá em cima, e foi uma leitura marcante. Sobretudo pelas descrições “secas” do autor, que aos 14 anos de António o influenciaram grandemente. Nesta altura já andava no liceu de Penafiel e era um aluno médio. Química, Matemática, Desenho e Inglês não eram o seu forte, Educação Física era “uma miséria”, mas desforrava-se na História e no Português, embora a gramática o “chateasse”. Como as Condições económicas da sua família não eram as mais fáceis, depois do Liceu era preciso “ganhar a vida”. Era preciso fazer um curso rápido e tinha três hipóteses: ou era enfermeiro ou regente agrícola ou professor. Escolheu a última, embora o jornalismo fosse um sonho maior. Não se concretizou e sem mágoas, António Mota seguiu o seu caminho. Fez o curso do Magistério Primário e aos 18 anos começou a dar aulas na sua antiga escola primária, em plena Serra da Aboboreira. Veio mesmo substituir – Dona Teresa – a sua antiga professora.




Algumas das suas obras …




Literatura Infantil


A Aldeia das Flores


Abada de histórias


As andanças do senhor Fortes


O Grilo Verde


Sonhos de Natal


O Livro dos Provérbios 1


O Livro dos Provérbios 2


O Rebanho perdeu as Asas


O Livro das Adivinhas 1


O Livro das Adivinhas 2


Os heróis do 6ºF


Literatura Juvenil:


Os sonhadores


A Terra do Anjo Azul


A Casa das Bengalas


O Rapaz de Louredo


Pedro Alecrim


O Agosto que nunca esqueci


Cortei as Tranças


Pardinhas


Ninguém perguntou por mim


Fora de Serviço






Outros:


Fabulas de Esopo (recontadas por António Mota)


Contos Tradicionais (recontados por António Mota)


O Conde de Monte Cristo


Ventos da Serra. Editorial Caminho


A Rosa e o Rapaz do Violino


Outros Tempos


Histórias da Pedrinha do Sol




…e algumas Críticas…




“Os livros de António Mota carregam um profundo conhecimento de comportamentos, independentemente das idades ou dos conteúdos temporais.”




Comércio do Porto








“Ao dar voz, nos seus livros para jovens, a artífices, sacristães, camponeses, velhas mulheres sabidas, anciãos carregados de memória, rapazio descalço de monco no nariz, Tom Sawyers de aldeias durienses com estranhos nomes (...) ao restituir a voz a esta gente, António Mota tem elevado, aqui e acolá, esses seres anónimos e esquecidos à condição de sábios e heróis”.




José António Gomes


in Literatura para Crianças e Jovens - Alguns Percursos




“O eixo central das (suas) histórias incide quase sempre nos meios provincianos, por entre um mundo de afectos e de sentimentos julgados perdidos, mas renovados num fulgor expressivo, simples e directo (…)”




A Página da Educação












Um livro: a casa dos sonhos








Um livro é uma casa grande, com todos os quartos que quisermos ocupar e que está implantada no lugar do mundo que mais nos convier.




Um livro é um espelho onde nos podemos ver mas com corpo de homem, ou de mulher, de cor negra, ou branca ou aos quadradinhos, com cabelo ruivo ou louro ou de todas as cores.




Um livro é uma fonte de água muito límpida e muito fresca que nos mata a sede à hora que quisermos.




Um livro é uma árvore que nos dá a sombra e nos mostra as raízes diversas que povoam o chão.




Um livro pode ser uma travesseira ou um bálsamo.




Um livro pode ser um despertador mais estridente que os mais sibilantes despertadores.




Um livro pode levar-se para toda a parte - até para a banheira - e, muitas vezes agarra-se à pele de quem o lê e nunca mais na vida é capaz de o esquecer.




Um livro é o ser mais paciente do mundo. Espera por um leitor a vida inteira.




Não lêem livros os desafortunados que nunca tiveram a oportunidade de provar os sabores do sonho, da sabedoria e da vida.




Senhor, tende piedade deles!






António Mota

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